segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sanhaço na Mata ( Parte 1)

A chuva encomoda, chover com essa intensidade é algo bem normal nessa época do ano na floresta, mais um fator estressante para a tropa. Venho tentando manter o moral elevado dos rapazes mas cada dia que passar só recebemos notícias ruins. Ontem tive que avisar a eles que teriamos que racionar comida e munição por que a única ponte que fazia ligação da linha de combate com a cidade e os suprimentos foi bombardiada pelo inimigo e a divisão de Engenharia não tem a previsão para construir uma nova.



Tenho 3 homens de confiança, lideres natos me reuni com extra oficialmente, sem a ciencia do Capitão para discutirmos qual seria o passo que deveriamos dar e eu levaria a sugestão ao Capitão. Minha Companhia achava melhor atacarmos logo de uma vez antes que nossos suprimentos acabassem e nosso homens ficassem desmotivados. Me reuni com o Capitão e os outros comandantes de pelotões para expor a situação. O comandante se viu preocupado já que a posição era importante e a perda podia acarretar num recuo atrás do rio e para retomar seria muito mais dificil. "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come" foi como o Capitão descreveu nossa atual posição.

Depois de algumas horas após a reunião no comando, o Capitão veio me informar que teriamos que atacar o inimigo, eram as ordens do Coronel. Ainda hoje elaborar uma patrulha para descobrir mais informações sobre a posição do inimigo.

O inimigo se mantem quieto do outro lado, há uma clareira na mata que nenhuma das duas partes se atrevem ultrapassar, fazem dias que o posto avançado não comunica alterações.Eu tenho certeza que consigo escutar: eles se movimentando a noite como sombras pesadas quebrando gravetos a cada passo, farfalhando as folhas enquantos rastejam e o tilintar das peças do armamento. Convoquei 3 dos meus melhores soldados para fazer essa busca por informação.



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